O CHOQUE DE IDENTIDADE EXISTENTE ENTRE MUÇULMANOS
SEM ASCENDÊNCIA ÁRABE


Em nome de Deus, O Clemente, O Misericordioso.

No mês de junho do ano de 2009, ao assistir a palestra do sheikh Jihad, na mesquita de Santo Amaro, em São Paulo, tivemos a presença da antropóloga Francirosy Campos Barbosa Ferreira que estudou o islamismo e após algumas análises realizadas, apresentou sua tese de doutorado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Em um dado momento da explanação, a antropóloga afirma que os muçulmanos recém convertidos ao serem entrevistados, informavam sobre o sentimento de “choque de identidade”, em razão de não possuírem ascendência árabe.
Em razão dessa observação da antropóloga Francirosy Campos, retornei há mais de dez anos atrás, quando fiz a minha sharada, no início e aprendizado na religião, relembrando que passei por esse “tal choque de identidade” experimentado por quem não possui ascendência árabe e faz a opção pelo islam. Então resolvi escrever abordando esse aspecto.
Sou brasileira, neta de italianos, sendo todos católicos/cristãos. Nunca segui os dogmas da religião católica/cristã, não aceitei e não acreditei em seus ensinamentos. Sempre houve certa resistência e questionamentos sobre as crenças existentes no catolicismo, as imagens - imagens de santos tristes e “lacrimejando” sangue, idolatrias a essas imagens, imagem de um homem na cruz ensangüentado, sofrido, celebração com a imagem de “um Jesus” com sangue no corpo e morto dentro de um caixão, a imagem de uma santa sendo mais idolatrada que o próprio Deus Maior, e, Jesus reconhecido como filho de Deus - na verdade isso tudo me deixava extremamente angustiada, triste, com falta de fé e de crença. Com mais idade e discernimento, questionava inclusive aquele Jesus com imagem de um homem “Europeu”, ou seja, olhos claros, cabelos lisos e pele branca, sendo que sua origem era do oriente médio e por questão de lógica, deveria aparentar a imagem de um homem moreno, cabelos espessos, olhos escuros;
Enfim, dentre outros aspectos da religião que não poderia “simplesmente acreditar”.
Não aceitava  a trindade apresentada. Não compreendia Jesus ser considerado um filho de Deus, mas, ao mesmo tempo o idolatrarem como Deus e não idolatrar o Deus Maior e Absoluto. Muitas vezes ouvia Jesus sendo chamado de Deus, Senhor, causando-me certas dúvidas e questionamentos, uma delas: Deus tem um filho e ao mesmo tempo, esse filho é Deus? Não obtinha uma resposta convincente e lógica, eu tinha que apenas acreditar e nunca aceitei a situação limitada de “acreditar sem conhecer”!
Desta forma, sempre evitei freqüências às igrejas e por conseqüência, fui a única neta a não praticar a “primeira comunhão” e “crisma”, obrigatório para crianças e adolescentes, que na concepção cristã, essas práticas aceitam “o corpo de cristo” e confirmam o sacramento do batismo católico e a fé em cristo. As “cinco” tentativas de minha família, para a realização de tais práticas, inscrevendo-me nas igrejas, foram todas em vão, por relatos de minha mãe, “fugia” das igrejas, por conseqüência da minha “rebeldia” em não concordar com a religião apresentada pela minha família, não confirmei o catolicismo/cristianismo na minha vida.
Na minha concepção existia somente Deus, um Deus Maior que aquele apresentado e da forma apresentada, ter um filho tornava-se totalmente incoerente, diante da minha visão de um Deus não “humano”.
Meu contato com o islamismo deu-se aos onze anos de idade, em meados de 1.989, através de uma amiga de infância, pelo seu pai ser muçulmano. Sempre que a visitava, presenciava seu pai orando em uma sala, lendo um livro. Obviamente que, para uma criança, algo não convencional de seu mundo, chame a atenção, mas, realmente nos dias em que presenciei as orações, pelo que me recordo, foram motivos para o crescimento do interesse pelo islamismo.  Não tinha conhecimento da religião, do livro, das práticas do islamismo, mas, aquele conhecimento tornou-se intrigante e guardado dentro de mim. Os anos passaram-se, sem religião e sempre acreditando em Deus. Na adolescência, esporadicamente realizava algumas pesquisas sobre o islamismo, mas, nada relevante. Sempre admirei a religião, mas, de uma forma muito distante do meu mundo, não pensando com seriedade à respeito.
No início de 1999, fiz muitos amigos muçulmanos em São Paulo, e, por conseqüência, obtive muitas informações sobre o islamismo, uma delas foi que existiam convertidos e mesmo sendo uma brasileira sem ascendência árabe, poderia fazer a opção pelo islamismo e me tornar uma muçulmana.
Desta forma, iniciei um estudo em “sites” islâmicos e, logo, procurei alguém para orientar-me, ocasião em que, conheci a gentil e atenciosa muçulmana Azize Amira Mounir Saada, da Comunidade Islâmica de Mogi das Cruzes.
Recebeu-me com muito carinho e de forma muito atenciosa. Durante os dois dias de introdução aos ensinamentos sobre o islamismo, teve a paciência de explicar e esclarecer alguns aspectos, pertinentes para quem inicia no aprendizado. No segundo dia de suas explicações, disse-me para pensar muito bem a respeito e sentir no meu coração se aquela era escolha que eu realmente gostaria de fazer para minha vida.
Em minha residência, fazendo as leituras, pensando, recordando suas palavras, tão pouco aprendizado e estava certa da escolha a fazer.
Nenhuma religião ou filosofia me tocou como o islamismo naqueles dois dias com minha querida amiga e mãe do islam Amira Saada, que abriu meu coração e me fez redescobrir o amor pelo islamismo que tinha sentido aos onze anos de idade. Retornei à sua residência, convicta e segura do que eu queria para minha vida a partir daquela data – 02 de novembro de 1999. Assim, juntamente e com a ajuda da querida amiga Amira e seu marido Mounir Ahmad Saada, fiz a minha sharada, iniciando-se os meus aprendizados e prática no islamismo. Naquele instante passei a ter uma religião pela primeira vez em minha vida, por isso, afirmo que não sou convertida/revertida, visto que, anteriormente não tinha religião. Escolhi um nome para registrar o islamismo, Aїsha, vez que, é um nome que condizia com a opção de uma nova forma de “viver a vida” e mais tarde soube que Aisha (saw) era o nome da esposa do profeta Muhammad (saw), conheci sua história e seu valor para o islam, mais um relevante motivo para registrar o islamismo com um belo e significante nome.
Iria enfrentar um idioma totalmente diferente. Estava ciente de que o idioma árabe era um grande desafio. Aceitei esse desafio, porque sentia-me mais perto de Deus.
O Ramadan, no calendário solar - ano de 1.999 logo se iniciou, após minha opção pelo islamismo, mas, mesmo cedo e sem nenhuma prática, resolvi realizar o “Jejum” de imediato. Estava com sede de aprendizado e prática, sendo assim, não poderia deixar passar o mês sagrado islâmico, apenas assistindo-o, queria fazer parte daquela bela celebração de fé.
Assim, os salats iniciaram-se na mesquita à noite. Eu realizava o jejum, e, o quebrava, dirigindo-me à mesquita para a oração.
Foi nesse momento que esse tal choque de identidade começou a se manifestar. Nos primeiros dias do jejum e orações à noite na mesquita, me deparava com uma situação muito desconfortável: na mesquita eu era a única brasileira sem ascendência árabe, sequer compreendia e falava o idioma árabe.
No início, por diversas vezes me indagava: “ o que eu estou fazendo aqui?”, “ Não é meu mundo” ““como vou compreender esse mundo ?”. Nesse instante, misturamos religião, cultura, nacionalidade, idioma, enfim, tudo, e, esquecemos do primordial – o islamismo. Esse é o tal bloqueio. Perdemos o foco principal, por outras questões que, com estudo e informação, perceberemos que são irrelevantes.
Porém, ainda continuava extremamente confusa com a situação de fazer opção pelo islamismo e conhecer somente muçulmanos de nacionalidade ou ascendência árabe.
Nos salats, com os papéis escritos, a sequência da oração, a sharada, suratas, na minha frente, para orientar-me nas orações. Fazia o possível para seguir o que minha alma me pedia, mas, minha mente diante do pouco conhecimento, me bloqueava.
No momento do duá, mais uma situação difícil: Não havia tradução para o português. Não compreendia o que era falado pelo sheikh. Irmãs me diziam que eram pedidas, súplicas muito boas e que era somente abrir meu coração e aceitar as palavras, me diziam também que eu poderia suplicar o que quisesse nesse momento, no meu idioma. Mas, eu não me conformei em não entender o que o sheikh dizia no duá !
Em uma noite, após o salat na mesquita, retornei à minha residência, confusa, com o amor que estava sentindo dentro de mim, ao ler o alcorão (explicação em português), livros do islam, hadiths, tudo que minha orientadora do islam me ensinava, com o fato de sentir como uma “estranha no ninho”.
No dia seguinte, fui novamente à mesquita, em constante conflito interno. Então, iniciou-se o salat daquela noite, estávamos quase no meio do mês do Ramadan.
E no momento da súplica, pedi à Deus, esclarecimentos, orientação, que iluminasse minha mente, minha alma, meu coração, enfim, me fazer pensar e chegar a conclusão definitivamente na minha vida à respeito da opção pelo islamismo. O Ramadan finalizou e eu continuei com meus estudos, minha fé e o amor pelo islamismo aumentavam. Mas, eu não estava convencida quanto à nacionalidade e ascendência. O choque de identidade continuava.
Procurei soluções para sanar um pouco aquela situação. A querida mãe do islam Amira Saada ensinou-me a ler e escrever o árabe básico, para que pudesse ler o alcorão. Obviamente com acompanhamento e ajuda, mas, era um passo dado. Estava muito satisfeita com a religião, com a minha escolha. A querida Amira me presenteou com um alcorão em árabe. Momento inesquecível e de muita emoção.
O ano de 2000 passou e chegou o próximo Ramadan, o segundo da minha vida.
E então, em uma noite do salat na mesquita, ainda no mês do Ramadan, no momento da súplica, um pouco desconcentrada (algo que não poderia ocorrer, obviamente, mas como nada é por acaso...) observo uma irmã chorando, realmente muito emocionada. Algo que realmente me chamou a atenção e no final do salat, pergunto à querida Amira, qual a razão da irmã ter chorado durante a oração. Se algo tinha acontecido, saúde, família... Ela me responde claramente e delicadamente, nunca esquecerei: Não aconteceu nada, é a Fé em Deus. Naquele momento conclui que o fato não era se existe muçulmanos com ascendência árabe, nascidos em países árabes, ou sem ascendência árabe, simplesmente o que importa é que todos os muçulmanos do mundo, de diversas origens, culturas, idiomas, tem algo em comum: o islamismo e a fé em Deus. É somente o que importa de verdade. A fé demonstrada por aquela muçulmana ao emocionar-se, esclareceu-me e finalmente compreendi as razões da essência do islamismo, que nos leva em contato direto com um Deus Maior, independentemente de ascendência árabe ou não.
Na Europa existe um grande índice de crescimento de adeptos ao islamismo, muitos sem ascendência árabe, somente na França existem 5 milhões de adeptos. A Itália guarda a maior mesquita de toda a Europa – Moschea di Roma, belíssima, com muitos adeptos ao islamismo, de diferentes nacionalidades, inclusive Italianos convertidos.
Um exemplo é o príncipe Felice Pallavicini.
Felice Pallavicini foi o primeiro príncipe italiano a converter-se ao islam. E também o primeiro italiano em cuja família existiram cardeais, bispos e até um Papa, a testemunhar que Allah é o único Deus e que Mohammad (saw) é o seu Profeta. Pallavicini nasceu em 1926, em Milão, no seio de uma família nobre, mas, tornou-se sheikh 'Abd al-Wahid, 25 anos depois. O encontro com um filósofo francês René Guénon, convertido ao islam, juntamente com a leitura das suas obras foram responsáveis para Pallavicini optar pelo islamismo e abraçá-lo definitivamente.
Em 1986, o Centro Cultural Islâmico de Itália, o organismo que administra a mesquita de Roma, nomeou Pallavicini responsável pelo diálogo inter-religioso, em especial com o cristianismo. De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o príncipe é também o representante do Islamismo em todas as principais reuniões institucionais em Marrocos, Egito, Argélia, Tunísia, Líbia ou Irã. No ano de 2001, em Paris, na sede da UNESCO, o príncipe Pallavicini - sheikh 'Abd al-Wahid - participou na constituição da Conferência Islâmica da Europa, a primeira organização não governamental islâmica reconhecida pela União Europeia. E com o brasão de sua nobre família italiana no dedo mínimo, o príncipe- sheikh, presidente da Comunidade Islâmica Italiana, propaga a sua fé pelo islamismo.
Nas grandes cidades dos Estados Unidos ou da França, cerca de 1.600 pessoas sem ascendência árabe se convertem por ano ao islamismo.
Temos personalidades conhecidas pelo mundo ou muitas pessoas que não são conhecidas, que optam pelo islamismo e, todas sem ascendência árabe, sendo que, seus filhos continuaram no mesmo caminho, nascendo em berço islâmico, porém, sem ascendência árabe, dando continuidade a fé islâmica independentemente de nacionalidade.
Desta forma, ao expandir nossos conhecimentos, verificamos que o islamismo nasceu para o mundo e não é privilégio de uma nacionalidade específica.
As três principais religiões do mundo, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, nasceram no oriente médio. Assim, poderíamos concluir que por essa razão, somente os árabes poderiam ser judeus, cristãos ou muçulmanos. Obviamente que essa conclusão é irrisória. Todas as religiões de berços árabes podem ter adeptos pelo mundo.
Hoje temos matérias exaustivas ao pesquisarmos sobre o crescimento do islamismo no mundo. O vaticano concedeu uma nota dizendo que ultrapassaram os números de muçulmanos, sendo que, hoje possuem cerca de 1,3 bilhões de muçulmanos e 1,13 bilhões de católicos no mundo.
Mesmo se levarmos em conta a alta taxa de natalidade entre famílias de origem árabe, a conversão ao islamismo de pessoas sem ascendência árabe é significativo para a contribuição do crescimento no islamismo. O islamismo é a religião que mais ganha adeptos pelo mundo. De acordo com estudo realizado pelo jornal Le Monde, os muçulmanos, que eram 962 milhões e hoje são 1,3 bilhões, serão os que mais crescerão proporcionalmente e alcançarão 2,2 bilhões.
Tais dados não surpreendem, pois, mesmo que alisemos o islamismo, deixando de lado o aspecto religioso, notamos que o alcorão é inequivocadamente um livro importante mesmo para o leitor que não professe a fé islâmica. Um dos aspectos mais evidente do Islamismo, por exemplo, é a inter-relação entre fé e razão. O islamismo não demanda crença irracional. Convida antes a fé inteligente. O antagonismo entre religião e ciência inexiste no Islamismo e torna-se extremamente significativo tais aspectos no momento de optar pela religião.
E obviamente esse aspecto do islamismo foi também relevante para minha escolha, pois, na minha concepção de vida a “fé” deve estar interligada a “inteligência”. É uma religião que traz regras e fundamentos, em todos os setores/valores que regem uma sociedade: sociais, políticos, morais, éticos, científicos, religiosos, dentre outros - tornando-se uma religião completa no sentido de organizar uma sociedade, independentemente de regras estabelecidas pelo ser humano. Por si só, o islamismo, garante a organização de uma sociedade.
Não nos determina somente “acreditar”, mas, nos convida antes a “conhecer e raciocinar”.
O alcorão e preceitos islâmicos são a estrutura, o guia, a orientação para minha vida. Hoje tenho a certeza da minha fé em Deus, através da opção pelo islamismo. Para tudo que façamos na vida, há necessidade de nos aprofundarmos, não diferente quando fazemos opção por certa religião, ou, opção de vida. Devemos expandir nossos conhecimentos e não nos limitarmos, para que, compreendamos melhor sobre determinado assunto, no caso, que o islamismo está acima de qualquer nacionalidade específica.
Hoje, sigo muito um dos pensamentos do profeta Muhammad (saw): “se hoje foi um dia como o de ontem, nos iludimos e paramos no tempo”.
Palavras que regem o meu dia a dia, o meu trabalho, a minha vida, me obrigando sempre a evoluir, aprender diariamente, procurar conhecimento, seja na profissão, pessoal ou religião.
Estou em processo de evolução na vida, religiosamente, profissionalmente, em constante estudo e prática; por exemplo, ao me tornar “vegan” e trabalhar pelo veganismo, onde o islamismo também me proporciona fundamentos nos seus próprios preceitos sagrados, para defender a compaixão e o respeito para com todas as criaturas de Deus, independentemente de espécie, e, a defesa do Meio Ambiente que hoje clama por socorro.
Deus nos apresentou a custódia dos Céus, da Terra e Montanhas, para nos encarregarmos de sua preservação. Hoje com o mundo focado para a remediação e preservação do Meio Ambiente que foi demasiadamente afetado pelos atos humanos e continua sendo, o islamismo, em seus preceitos sagrados, há mais de 1.400 anos já nos cobrou o cuidado e a sua preservação.
Em todos os demais aspectos que regem a minha vida, o constante aprendizado com o islamismo é extremamente importante.
O islamismo ensina diariamente fazer o melhor de minha vida que foi feito no dia anterior, em todos os seus setores e na minha própria personalidade; preenche o meu coração de emoção e minha alma de paz ao ouvir a recitação do alcorão; não importando a origem de seu nascimento, o islamismo é a religião que completa a minha vida, em razão de sua bela, pura, inteligente e emocionante essência que me leva em contato direto com “UM DEUS ÚNICO, MAIOR E ABSOLUTO”..... ALLAH !

Fernanda Tripode
Advogada
São Paulo

 

Deus ilumine meus pais que sempre me apoiaram em tudo que eu realizei e optei. Informaram-se sobre a religião, para compreenderem a minha escolha e aceitaram de coração a opção.
Meus pais deram-me educação e base sólida, para fazer sempre as escolhas em minha vida. E meu irmão, que sempre me apoiou e me incentivou. Meus queridos, que amo muito......

Deus ilumine também, a querida Amira Saada, a qual considero minha mãe do islamismo, que me orientou sempre, e, o Sr. Mounir Saada que também sempre procurou sanar todas as minhas dúvidas .... todos na família; ... A querida Amira me ensinou a religião de uma forma cativante, emocionante e inteligente. Sempre teve a paciência e ensinou-me a importância de praticá-la na vida... Agradeço por abrir a porta de sua residência, estar junto de sua família, aprendendo sobre o islamismo e também sobre a vida...

Deus ilumine o sheikh Ahmad Mazloum e sua família, que fez parte do início de meu aprendizado e prática, sempre se preocupando em responder à todos meus questionamentos.........

Agradeço ainda a comunidade islâmica de Mogi das Cruzes, onde tudo se iniciou; sanavam minhas dúvidas com relação à religião e durante os salats, com muita atenção e paciência; recitações do alcorão, enfim, na prática do islam. Receberam-me com muito carinho e atenção...

Que a paz esteja sempre com todos...


 
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